Sociedade


Presidente


Caros Colegas,imagem: foto_dr_pedro_correia_da_silva.jpg

Desde o Novembro de 2016 a Sociedade Portuguesa de Coloproctologia elegeu nova Direção, a que presido com muita honra. Os novos corpos gerentes foram constituídos de uma forma que se quis harmónica conjugando a experiencia e a juventude.

A peculiaridade da sua constituição envolver gastrenterologistas e cirurgiões de forma paritária tem criado sinergias que a tem vindo a projetar no panorama científico médico em Portugal. Acompanhei desde a sua formação a Sociedade Portuguesa de Coloproctologia tendo desde há muitos anos vindo a ocupar com empenho vários cargos na Direcção. De Vogal a Secretário-geral, Vice-presidente, Presidente eleito e Presidente efetivo. Foi uma vida de dedicação a esta Sociedade. Não posso assim falar de desafio quando o que se passa é uma mera mudança de função. Como agora se costuma dizer a SPCP é a minha área de conforto…

A primeira palavra de gratidão deve dirigir-se aos fundadores e a todos os que nos mandatos passados garantiram a existência e engrandecimento da SPCP.

Por todo o trabalho generoso anteriormente desenvolvido, iniciamos o atual mandato num cenário particularmente feliz num Congresso que foi do ponto de vista científico e social um êxito, com uma Revista a dar mostras de grande vitalidade e com a sobrevivência material a curto e médio prazo assegurada por depósitos bancários confortáveis.

O grande objetivo das Sociedades científicas sejam elas quais forem é promoverem o aprofundamento do conhecimento na área a que se dedicam, e a SPCP não pode fugir a esta regra. Numa área médica as responsabilidades pelo aumento de eficácia dos profissionais no tratamento dos doentes e a necessidade de interessar cada vez mais jovens médicos pela Coloproctologia são obviamente objetivos de todas as Direções da SPCP.

Se o conhecimento não for promovido, o objetivo das Sociedades Científicas é desvirtuado. O entesouramento não pode ser a vocação de uma Sociedade Científica e o dinheiro que se amealha deve ser investido na divulgação e aprofundamento do conhecimento.

Conforme a opinião dos sócios recolhida na Assembleia Geral eleitoral a atual Direcção patrocinará Bolsas de investigação e de estágios em Centros de referência em Coloproctologia. Os referidos subsídios serão atribuídos pela SPCP segundo regulamentos que estão a ser redigidos e serão aprovados brevemente.

As Reuniões Regionais especialmente vocacionadas para contacto com os colegas da Medicina Geral e Familiar vão-se manter, estando já previstos para 2017 encontros em Vila Real, Covilhã e Portimão.

O Médico de Família tem forçosamente que ser o primeiro responsável pela orientação atempada dos casos clínicos, apurando a sua capacidade diagnóstica e respeitando aquilo que ditam guidelines reconhecidas. Algumas delas foram mesmo já propostas pela SPCP e serão alvo de maior divulgação durante o mandato da atual Direcção.

Sem dúvida que o maior desafio será o reconhecimento da Coloproctologia como uma competência interdisciplinar. Tal facto implicará uma revolução na forma de encarar a formação e a titulação pós-graduada, ao admitir que fossem reconhecidos gastrenterologistas ou cirurgiões que demonstrem vocação e competência para esta área da medicina.

Dois anos passam depressa…tudo faremos para servir com humildade, e poder em 2018, entregar aos que nos sucederem uma SPCP ainda maior.

O Presidente
Pedro Correia da Silva